28.5.11

perguntou ele, respondeu ela.

- você não existe. - disse ele.

- hm? claro que existo, ué. - disse ela e voltou para o seu lugar.

- vem cá? - disse ele

- aham. - e ela não foi.

- vc tá bem? - perguntou ele preocupado.

- eu tô, e vc? - mentiu ela.

- posso ficar mais perto de vc? - pediu ele sem jeito.

- hmm, claro. - respondeu ela, se sentindo a mais sortuda de todas.

- fica comigo? - sussurrando, derrubando a cerveja.

- fico. - respondeu ela, ignorando a cerveja.

- fica mais? - perguntaram ele e a cerveja.

- então, nem curto. - respondeu ela e se arrependeu.

- ok.

- ok.

-

-

- oi? - perguntou ele com o chá verde.

- oi. - respondeu ela com o isotônico laranja.

- vc tá bem? - perguntou ele.

- não. - respondeu ela.

- dá pra perceber... - comentou ele a encarando sempre nos olhos.

- hmm. - respondeu ela devolvendo o olhar nos olhos.

- hmm. - ele.

- e vc? - ela.

- tô ok. - ele.

- tá ok. as coisas mudam, viu. - ela.

- é, mudam. - disse ele e voltou para o seu lugar.

16.5.11

nota esquecível: escrever sobre a teoria dos vícios. beijo outro.

1.5.11

noites inúteis.

noites inúteis quase sempre terminam muito bem. nessas em que não se tem responsabilidades e nem merda nenhuma pra se fazer, em que não se deve nada pra ninguém e se pode sair e voltar na hora que quiser ou até ficar onde está se não quiser. noites pra fazer/falar/comer/beber/fumar o que quiser, não passar o dia combinando coisas e mais coisas fechadas com amigos dos amigos dos amigos pra depois não se divertir direito, ou noites pra se dormir de qualquer jeito se tiver afim ou o contrário...enfim, coisas que são sinônimos de "fazer nada" ou que nos fazem achar que estamos "perdendo tempo", mas sei lá, parece que conforme vai anoitecendo sempre acontece algo, pontual ou não, e as pessoas e as coisas vão mudando e esse algo coloca um marco na noite inicialmente inútil e faz o dia inteiro ter super valido a pena.
e aposto um braço de que amanhã/hoje vai sair um desenho super aleatório só por causa de uma coisa super pontual.
céus, shuffle ju mode on = contagem regressiva pra próxima cagada.

4.3.11

então. é tipo aquelas viagens que a gente faz quando tá muito louco, sabe? tipo, puxa um, dois e pá e depois solta umas palavras soltas ao colega do lado que também puxa com você e solta umas outras palavras aleatórias e que te faz rir. é mais ou menos isso. porque, tipo, é como se fosse isso mas não é isso, sabe? porque eu sei que quando a gente tá assim é o mesmo que a gente sente quando tá chapado e pá. a gente vê a pessoa e a imaginação corre solta, como se já tivesse super alto. em todos os sentidos. quando rola alguma conversa, além das borboletas, a sensação é de estar nas nuvens.

mas aí a gente toma um banho e uma água e se toca que, na real, eu não viajo. nem com três, nem com quatro, nem com ninguém.

29.1.11

i wonder how boys feel when they're in love. do they get butterflies? do they have you on their mind 24/7? do they wait for you to come online for hours? do they smile at random times at the thought of you? do they miss you all the time? do they thing about the smallest things you say?


- random tumblr post

1.1.11

terry: i'd ask you to dance, but...i don't dance.

sookie: thanks anyhow, terry. sometimes crowds make me feel guilty for not having fun like everyone else. and the i feel guilty for felling guilt.

terry: guilt is an useless emotion...or so i've heard...



true blood s01ep10

21.12.10

vozes.

blá blá blá silêncio. blá.
yay! número um: um som mais fino que uma linha de costura; constante e não perde o tom; macio e aconchegante como veludo; super adocicado e grudento como chiclete; som preto, som de todas as cores; som lindo.


blá blá blá ai ai blá blá blá drama blá blá blá
lol número dois: um som meio fino meio grosso; inconstante e não dá pra traçar uma linha reta sobre o som em ocasião nenhuma; às vezes sobe 10 milhões de tons até doer a cabeça; som suportável, porém enjoativo; de cor esmeralda - e nojento.

blá. blá. blá. blá. hm. blá. blá.
hmmmm..número três: som grave; quando alto parece tremer tudo em volta, quando baixo parece música sepulcral; som macio, mas incômodo; parece tocar a pele com água quente quando ao pé do ouvido; som de cor sempre escura para ser ouvido em lugares escuros; único som que permite ao ouvinte escutar simultaneamente o próprio pulso.

BLÁ BLÁ BLÁ BLÁ DRAMA BLÁ BLÁ BLÁ AD INFINITUM BLÁ ETC - -
ah-há! número infinito: um sonzinho irritante, som que parece ter uma barreira feita de gema de ovo, insuportável e dá vontade de vomitar quando ouvido em tons muito altos. sem características físicas. cor verde-musgo. vomita*