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22.11.11

fazendo um folheto:

pega um texto existente > ninguém gosta = refaz.
espera a colega fofa que quer fazer o texto > atrasa o trampo > chefe cobra = "ééé..."
refaz com o texto novo > mostra pra chefe > ela não gosta = refaz.
eu mesma faço de acordo com a chefe > a colega fofa não gosta = "ééé..."
fecho a cara > eu mesma faço o texto = ninguém gosta.
aí ouço: "por que não pega aquele texto que já existe...?"
aí falo: "por que o texto não vem pronto?"
aí: "por que vc não pode pegar aquele que já existe?"

refaz.

18.6.11

enquanto isso, no BrokenHeartsSecretClub...

- é. e é uma loira.

- sério?

- não. é falsa, mas é loira.

- ah, tá. mas e aí?

- sei lá. eu não vi nada. nem disse nada. por meses. e nem ouvi nada também.

- e era pra você ouvir algo?

- não.

- então, pronto.

- eu não disse nada. é só isso.

- por que não?

- eu gosto dessa música. e de icebergs e de patins também.

28.5.11

perguntou ele, respondeu ela.

- você não existe. - disse ele.

- hm? claro que existo, ué. - disse ela e voltou para o seu lugar.

- vem cá? - disse ele

- aham. - e ela não foi.

- vc tá bem? - perguntou ele preocupado.

- eu tô, e vc? - mentiu ela.

- posso ficar mais perto de vc? - pediu ele sem jeito.

- hmm, claro. - respondeu ela, se sentindo a mais sortuda de todas.

- fica comigo? - sussurrando, derrubando a cerveja.

- fico. - respondeu ela, ignorando a cerveja.

- fica mais? - perguntaram ele e a cerveja.

- então, nem curto. - respondeu ela e se arrependeu.

- ok.

- ok.

-

-

- oi? - perguntou ele com o chá verde.

- oi. - respondeu ela com o isotônico laranja.

- vc tá bem? - perguntou ele.

- não. - respondeu ela.

- dá pra perceber... - comentou ele a encarando sempre nos olhos.

- hmm. - respondeu ela devolvendo o olhar nos olhos.

- hmm. - ele.

- e vc? - ela.

- tô ok. - ele.

- tá ok. as coisas mudam, viu. - ela.

- é, mudam. - disse ele e voltou para o seu lugar.

13.12.10

complexo da folha branca e outras teorias.

- eu ainda não entendi isso que vc disse sobre Complexo da Folha sei-lá-o-quê.

- Complexo-da-Folha-Branca. cara, já expliquei duas vezes, como não entendeu? dessa vez, essa a teoria não é tão escrota assim...dá pra entender e faz mais sentido do que as outras, vai...

- eu disse que não entendi, então não entendi.

- ou não quer entender. quer que eu explique de novo?

- não vai me fazer diferença.

- mas pra mim faz. então, presta a porra da atenção dessa vez: sabe quando vc quer fazer brotar uma ideia do nada assim e não tem ideia nenhuma, mas consegue se auto forçar a ter alguma ideia idiota qualquer e vai lá e escreve, desenha ou esquematiza em uma folha de papel qualquer? então, vc provavelmente não sabe, mas tem gente que faz isso desde que nasceu com a maior facilidade do mundo. se vc for desse tipo aí que eu falei e, por exemplo, tá em casa, tranquilão sem fazer nada, pega uma folha ou abre o bloco de notas e pensa "vou escrever qualquer coisa" ou "vou desenhar qualquer coisa" a pessoa vai lá e faz. e se não tiver ideia nenhuma, a pessoa consegue escrever ou desenhar mesmo assim - e esse é o ponto que eu quero chegar. quem não tem o Complexo da Folha Branca, consegue fazer qualquer coisa em um papel branco, a partir do zero, mesmo que não tenha ideia nenhuma. a pessoa se força a fazer, esse é o foda da teoria, entendeu agora?

- se alguém consegue se forçar a ter uma ideia, não é a mesma coisa de que se ter uma ideia igual a qualquer outra? pra que inventar isso de "forçar uma ideia"?

- não, não é a mesma coisa. pensa: quem fala "putz! tive uma ideia!" é porque aconteceu algo pontual pra que aquela pessoa tivesse a ideia naquele exato momento. sempre tem algo que nos faz ter alguma ideia, pode ser um lugar, um estilo de música, um ambiente calmo ou agitado, ou até mesmo uma pessoa específica, isso é uma variável. conheci gente que precisava estar em um estado emocional super específico para poder criar alguma coisa. conheço outra gente que fica esperando a ideia vir do nada e nem presta atenção o que o faz ter o tal insight. enfim, todo mundo precisa de uma determinada coisa pra ter ideias. quem é assim, geralmente, tem a bosta do Complexo da Folha Branca, porque se não estiver ou tiver a tal coisa que lhe dá ideias, a pessoa empaca no branco e não tem ideia merda nenhuma. o ponto que quero que vc entenda, é que tem pessoas que sabem se auto forçar a ter ideias mesmo sem ter a tal determinada coisa pontual que todo mundo precisa. é como se criassem uma "determinada coisa virtual" na própria cabeça e usasse dessa virtualidade (?) para ter as ideias.

- hm. legal.

- legalponto.

- é.

- o que vc precisa pra ter ideias quando quer desenhar seus retratos?

- preciso ouvir música clássica e estar em um lugar calmo.

- e se não estiver nessas condições?

- é difícil desenhar.

- vc consegue?

- nunca tentei, mas acho que não.

- vamos testar agora, então, desenha meu retrato aqui no meu braço com a essa caneta, do jeito que vc quiser.

- agora? hahahhaha claro que não...não dá pra fazer um retrato no seu braço.

- é o meu braço ou é esse bar que te atrapalha?

- e essa caneta nem deve pegar na pele direto.

- ou talvez seja a música...desenhar com essa música de viado é sempre complicado...

- eu gosto dessa música.

- eu sei que gosta. vai, me desenha.

- agora não rola. não vou te desenhar...aqui...e no seu braço! quer parar com isso? odeio quando vc faz isso.

- odeia nada.

- pede mais uma cerveja.

- viu, vc tem o Complexo da Folha Branca.

- mas nem era folha. é o seu braço.

- ...dá na mesma.

- grandesmerda.

- é. grande merda mesmo. na real, eu inventei essa teoria agora mesmo.

- não sei como vc consegue pensar nessas coisas...não fazem muito sentido pra mim.

- eu sei como consigo. é porque não tenho o Complexo.

- ahhh, claro. tudo isso pra isso. vc quer é se mostrar, sr. eu-sou-criativo-ao-som-da-lady-gaga.

- sou mesmo.

- metido.

- sou mesmo.

- aff.

- posso fazer um retrato seu agora, se quiser.

- não, obrigado.

- ok. tenho uma teoria sobre o motivo de vc não querer um retrato seu nesse instante.

- quer parar?

- tá, desculpa.

- pede outra cerveja, aí.

-

- cara, o que vc tá fazendo???

- peraê.

- quer parar com isso? não me faça passar vergonha aqui, cacete.

- pronto, já acabei...calma.

- vc não estava fazendo o meu retrato na sua mão, né!?

- larga mão de ser egoísta. estava escrevendo uma teoria pra não esquecer.

- pra que???

- aliás, essa caneta pega na pele sim.

- por que???

- por que o que? por que eu estava escrevendo ou por que a caneta pega na pele?

- saco...

- eu acabei de fazer uma outra teoria. é sobre o porquê eu tenho teorias toda hora e achei sensacional e já que vc me mandou parar, escrevi na minha mão pra não esquecer. e a caneta pega na pele porque é caneta piloto. essas canetas são divinas, pegam em qualquer lugar.

- meu, se vc se acha o fodão por saber "forçar" a ter ideias na hora que bem entende, então porque não se força a parar de ficar inventando histórias e vem curtir o bar comigo?

- se eu te responder isso, aí vou partir pra teoria que escrevi na minha mão.

- jesus cristo...tá enchendo muito o saco isso.

- hahahah te coloquei em uma encurralada.

- ok, fala. não estarei te ouvindo.

- yay! estará sim. então, em resumo teorias distraem. tipo, é assim: quando a gente não gosta de algum lugar ou de alguém ou qualquer coisa do tipo, mas temos que continuar com a situação, geralmente ficamos entendiados ou chateados, certo? e quando ficamos assim, automaticamente, tentamos nos distrair, não é? tem gente que quando tá de saco cheio, começa a cantarolar sozinho, tem gente que fica estalando os dedos sem parar. tem gente que quando não gosta da presença de alguém, fica respirando fundo, como se estivesse engolindo o desgosto a força. tem gente que quando tá chateado anda olhando só pros próprios pés com fones nos ouvidos e assim fica absorto do mundo. tem gente que quando tá entendiado em um bar cheio de amigos em volta, só coloca o queixo sobre a mão e fica bebendo e fumando esperando o tempo e o tédio passar porque sabe que é temporário. tem outras gentes que quando tá entendiado, fica reclamando da vida, assim, e fica impaciente com tudo e todos, já viu? é um saco...e tem gente que - -

- ok, isso eu já entendi, pula pra próxima parte.

- hm. interessante.

- que foi?

- nada. enfim, então, eu descobri o que eu faço quando estou entendiado ou chateado com algo. e era essa a teoria que estava escrevendo aqui na minha mão.

- e o que vc faz?

- engraçado, pensei que vc estava entendiado com o assunto.

- eu estou, mas agora vc me deixou curioso. fala!

- não. vc está curioso só agora, mas antes vc estava entendiado.

- ai, nada a ver...

- tudo a ver. se vc não estivesse tão entendiado teria prestado atenção desde o início e ia saber que eu fico tendo ideias malucas e faço dez milhões de teorias absurdas a cada segundo toda vez que estou entendiado ou chateado. teorizo pra distrair e o tempo passar.

- vc não disse isso.

- disse mais ou menos. era pra ficar subentendido, mas talvez tenha sido malsucedido. hahaha!

- vc tá viajando.

- mas vc entendeu a teoria aí? preciso de um nome pra ela...

- só entendi que vc tá entediado.

- mas entendeu o motivo?

- não.

- tenho uma teoria sobre isso.

-

1.12.10

estepe.

- ei, estepe, acorda.

- q

- você é um estepe. vai lá fazer o seu trabalho.

- hm

- os 4 principais estão ruins e quebrados - de novo - vai lá ajudá-los.

- ah

- vai. eles estão pedindo.

- pq

- porque você é um estepe, caralho.

- mas e vc/;]

- eu não sou um estepe.

- e pq eu/;]

- porque eles querem que você os conserte.

- sou um estepe, não um mecânico.

- o mundo inteiro sabe que você não sabe e nunca vai conseguir consertar porra nenhuma, mas eles te querem lá, do lado deles. então vai, cacete.

- ah

- se você não for, vou te obrigar.

- eu sei

- então porque não vai lá ajudá-los?

- cansei

- de quê??? você é só um estepe e fica aí do mesmo jeito o dia todo, cansado de quê?

- sei lá

- vou te levar a força.

- hm

- ok. isso vai doer.

- uhum

- ok, vamos lá.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII NÃO, NÃÃÃO, PARE! POR FAVOR! AAAAAAAAAAAAAAAAA

- eu avisei.

_________________________________________________

- oi, galera, trouxe o estepe pra vocês. desculpa a demora.


- ai, que bom, estava péssima já...
- ow, valeu, não tô mais me aguentando assim!
- putz, demorou mesmo, hein, já nem tenho mais forças.
- ó céus, estou toda ensanguentada, demorasse mais um pouco eu morria....

- sem drama, pessoal, já trouxe o estepe...

- ...

- estepe?

- ...

- droga, esse estepe já era. esperem mais um pouco turma, vou ter de arranjar um outro estepe...isso que dá ficar usando o mesmo estepe por anos.

- não! e o que vai ser da gente?
- ugh, tira a carcaça desse estepe daqui senão vou ficar pior!
- ahhh, seja rápido, estou morrendo...
- ai, que tristeza, nem com um estepe dá pra confiar...volte logo!

- ok.

30.11.10

xxxo falar?

- ow, xo falar um negócio sério assim?

- xo.

- é que tipo...hm. pera...

- fala.

- assim, não me leva a mal, tá?

- vc já é bastante mal pro meu gosto, não tem como piorar. desembucha, vai.

- ok, é que assim...todo mundo sabe que eu tô aqui e tal, de boa assim, fluindo e talz, mas nem por isso é pra vc se aproveitar e tal...

- e vc acha que eu vou me aproveitar?

- acho. aliás, tenho certeza. te conheço.

- me conheceu, quer dizer, né?

- por que? não conheço mais?

- não. as coisas mudaram. vc mudou, eu mudei, o tempo passou, não percebe?

- percebo, mas vc tem uma essência horrível há anos e isso não muda.

- como vc sabe?

- só de ouvir sua voz e pelo jeito que você me olha.

- se for me pegar como referência, sua essência é pior que a minha.

- e vc acha que eu mudei depois desse tempo?

- não sei, me diz vc.

- eu sou uma ótima mentirosa.

- ah...enfim. eu não vou me aproveitar de vc.

- já está se aproveitando e nem tá percebendo.

- como assim???

- pela conversa.

- vc é esperta, vc é que tá deixando eu me aproveitar.

- tô nada, meu.

- claro que tá!

- viu? confessou que tá se aproveitando de mim.

- vc me fez falar isso!

- e já fiz coisa pior com vc.

- isso é passado.

- não estou revolvendo coisa antiga, só tô querendo te mostrar que - nesse sentido - eu não mudei.

- e vc mudou em algum outro sentido?

- aham.

- quais?

- vem cá ver.

- ui!

- adoro.

- ok, depois a gente conversa, então.

- ok. depois.

29.11.10

fala, mano.

oi, mano. eu disse, oi, mano. ah, mano, falaê...o gatinho comeu a língua, é? nho...tadinho ó, mano, pega as próximas semanas e resolve aê o que vai fazer com a sua língua porque tô no ponto de fritá-la e depois vomitá-la sobre você quando nós nos virmos novamente.

odeio gatos. adoro barbecue.

23.11.10

ai, amiga.

ai, amiga, e foi isso. era tudo assim meio daquele jeito sabe? tinha muita regra e tal, regra que a gente não falava, mas a gente já sabia de antemão, só que era do jeito certo que, na verdade, era o errado pra todo mundo. só que você sabe que nem todo mundo presta atenção nisso de certo ou no errado, só querem saber quem se deu bem - ou mal - no final. e no meio também. aí, nem falo muito pra não causar blá blá blá em cima de quem se deu mal ou se deu bem...se é que alguém se deu bem nisso...bom, parcialmente deu sim. sabe como é, né, amiga? tá tudo de cabeça pra baixo, daquele jeito que você olha e diz in-con-for-ma-da: "que dó, né? por que não tenta fazer do jeito certo?" mas, ah, isso que não entendo, menina, como é que ela sabe o tal jeito certo, se o meu jeito certo é o jeito errado pra ela e a gente aqui de cima acha que o jeito dela é o mais errado, sendo que ninguém vai chegar em acordo algum?

segura o portão, isso, assim, vou desligar o forno, já volto.

pronto, então. onde eu estava? ah, sim, sobre o jeito certo e errado. então, é que...que? ai, espera, eu preciso te explicar minha opinião senão você não vai entender a história. é que assim, eu acho que o jeito errado é o jeito certo, só que o jeito certo é o jeito que ninguém faz, por isso é considerado o jeito errado, aí parece que eu faço tudo errado mesmo. tá me acompanhando? mas não é que eu esteja fazendo tudo errado, menina, é o que dizem, porque esse é o jeito que eu gosto e é o jeito que eu acho certíssimo. mas isso era o que eu pensava até ontem. é.

nossa, aquela não é a filha mais nova do zé? que cabelo é aquele? gente, como ela é rebelde, né?

isso, o certo e errado, então. deixa eu falar. então, como eu estava dizendo, aquilo que eu disse sobre o que eu sempre falei agora eu já não concordo mais, por isso, não vou mais dizer isso. ah, é, você sabe que é mentira você sabe que sou horrível pra isso. “isso” mesmo. mas então, o problema é que quando estava daquele jeito e tal, no errado que era o certo, era mais fácil, óbvio, porque não precisava pensar sozinha. isso, você tá certa, não achava que precisava pensar sozinha, né? é...ai, que enrolação tudo isso. mas aí vai e dá tudo errado,

uma, duas, três, ah, umas vezes, aí você para e pensa: vai que o tal errado que dizem é o errado mesmo, assim, universal?

'noite, dona marlene. tô bem, e a senhora? ah, a gente tá jogando conversa fora, sabe como é, né? a senhora viu a filha do zé? virgemaria, também acho! tá bom, dona marlene, fica com deus. 'noite pra senhora também.

ai, que mulher intrometida, né? enfim, amiga, tô desesperada. se esse jeito que eu gosto for o errado mesmo, então quer dizer que já estava tudo errado desde o início, né? mas mesmo pensando ao contrário do que eu disse antes, eu ainda acho que o meu errado é o certo de todo mundo e não consigo achar que o certo de todo mundo seja o meu errado, tá entendendo? a nilza disse para eu correr atrás e ver o que acontece. o dominguinhos disse que eu preciso ocupar a cabeça com outra coisa (aí ele disse que o forró que ele vai lá no cocaia ocupa até o rabo dele, estranho, né?). a terê disse que eu pareço tristonha e o seu beto disse que adora o minha visão crítica do mundo e as minhas pernas, mas nao entendi o que ele quis dizer e disse isso para ele. ele me chamou de sonsa inteligente e afagou meus cabelos. que? dando em cima de mim? não, acho que não. me chamou de sonsa por isso? é, enfim...ah, não, não me importo de pensar sobre isso, consigo pensar em tudo o que eu quero ao mesmo tempo.

olha a moto, sobe mais aqui na calçada. ah, esses motoqueiros...senhor.

que? ah, mas você diz isso por que você guarda rancor quando essas coisas acontecem com você, amiga. eu só guardo memórias e memórias são bem piores do que guardar rancor, sabe? queria ser que nem você, que só de pensar você já fica vermelha de raiva. se eu pensar, eu lembro das coisas e...só. queria muito ter raiva, seria mais fácil. lembra da zezé? então, ela só conseguiu ir embora depois que ficou com, muita, muita raiva. eu lembro até quando você chegou aqui, com as crianças e o teu marido bêbado, estava com tanta raiva que só assim conseguiu mudar as coisas e olha que linda que você tá agora!

aliás, seu cabelo tá lindo? você fez lá na leninha?

não, não vou fazer o que a nilza disse, não, muito menos o que o dominguinhos disse também. ah não, também não vou lá na leninha pra pedir opinião. odeio opiniões sobre minha bolha, estão sempre certos pra eles e errados pra mim, mas como agora já não concordo mais, então não sei mais. também não, não vou ficar procurando algo parecido pra ver se vai substituir, não, isso vai piorar, é comprovado cientificamente que piora, eu vi no fantástico ontem. é, eu concordo, uma hora cai do céu [risos altos]

opa, vai acordar o neném da sílvia. hm? ah, eu sei porque eu a ouvi cantando nânaneném ali na varanda.

não, não, eu não ligo tanto assim como eu pensei que ia ligar, menina. menina, menina, se você soubesse o tanto que eu achei que iria ligar você ia cair durinha-da-silva. eu só fico pensando nisso porque tá entre as coisas que enraizaram na minha cabeça, que nem o bêbado do teu marido enraizou na sua. as outras coisas? hm, depois eu falo, preciso entrar pra colocar a mesa. não, menina, não incomoda, tô só falando assim porque o desespero de ontem me assustou um pouco, sabe? se sinto falta? hm. é, um pouco. ai, menina, não me olha assim, quando vira parte da nossa rotina a gente gosta, mas quando sai da rotina, do jeito que for, ninguem gosta. saudade deixa um gosto amargo na boca, tipo cuspe verde, já percebeu? por isso que tô com essa bala rosa na boca.

quer uma?

2.11.10

hello sunset.


- hi Ju.

- hi Sunset.
you came so early today.

- you know...it's the boss Mr. Summer...he's coming soon so i've to come early.
i was crazy to see you today.
how are you?
sorry, i'm so talkative today...

- why are you so talkative today?
and i'm ok. thanks for asking me. and you?
i don't like your boss. i prefer Mr. Winter or Mrs. Autumn.
i was crazy to see you too.

- you're welcome. i really like to know how you are.
i'm happy (and don't ask me 'why?' ok? i REALLY don't know what's going on with me).
oh...i hate Mr. Summer. all the girls like him just because he's...hot. that's pathetic.
and you don't look 'ok' as you said. say the truth.

- i still don't understand why you like to know how i am. nobody cares like you care. (except from my parents, of course.)
SHIT, just because i was already typing 'why are you so happy?' HAHAH
and the girls who like Mr. Summer are just...normals, you know...and this reminds me that song...
ok, i'm not ok but i'm can pretend i'm ok so i said i'm ok.

- Ju...you can't pretend to me. i'm the Super-Sunset, remember?
what song? i don't know any summer song, sorry.
and look: you're not ok and i'm happy. i've to make you feel better somehow. what can i do to help you?

- you don't 'have to' make me feel better...
"summer..." something, by aerosmith. i don't know.

- yeah, you're right. i don't have to but i want to.
i don't like aerosmith.

- me neither.

- wait a minute.

- ok.

[a few minutes later]

- i'm back.

- hi.

- hey.
look to the sky.

- why?
...WHAT? WOW!

- did you like it?

- CRAP! THIS IS...NHO! THE SKY IS...ORANGE! A TEN MILLION OF 'NHOS' FOR IT!

- i knew you'd like it.

- like it? i LOVE it!
oh...thanks...thank you very much...

- orange sky makes you feel better. good to know it.

- why?

- it doesn't matter. how about a purple sky now, huh?

- could you...
WOW! PURPLE SKY!

- hahhahaha

- PURPLE AND ORANGE SKY! hahauehaheauehahaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

- hahahahhahhahahaha
oh, i like you so much.

- purple sky! orange sky! that's amazing!
hmm...i like you too...

- what?...oh, sorry...i didn't...i'd...you're...i didn't suppose to say that.
shit...

- hahah it's ok.

- no. it's not.

- why?

- nevermind. look to the sky again please.

- holy shit! pink! PINK CLOUDS!
oh, pink smells so good...ops.
god, i love it!

- great.

- yeah, great.

- wonderful.

- yeah.

- what?

- what's the matter?

- nothing. i'm ok.

- no you're not.

- yes, i am.

- liar. why? the sky was not enough?

- this sky is one of the most beautiful things i've ever seen. thank you.

- so...why you're not ok?

- 'cuz i know you're leaving.

- i won't disappear.

- yes, you will. and the coloful sky will disappear with you.

- you can enjoy this sky while i don't leave.

- i could enjoy if you were not leaving right now.
you're so fast.

- i'm sorry.

- hey, shit happens. it's ok. =]

- ok. sorry.

- it's ok. i wish i didn't know these things.

- i'm glad you know these things. it makes you a bigger girl (not a Mr. Summer girl hahaha).

- i don't want to be bigger. (i like to be thin. hahahha) i want to be here and look to your purple-orange-pink sky forever.

- you can't.

- so why did you make this beautiful sky for just a few minutes?

- 'cuz i wanted to make you feel better (and 'cuz i wanted to look bigger than i am and the most powerful star but...hmmm, i guess it doesn't matter...)
i have to go, Ju.

- i knew it. ok.
thanks. now i'm feeling worse than before. boring.

- don't be dramatic...

- sorry.
come back tomorrow, ok? don't disappear.

- as you wish.

- bye.

- bye.

[next affternoon]

- Sunset? are you there?

-

[a gray sky day]

- hey, Sunset? how about a purple sky to make you fell bigger, huh?

-

[a blue sky day]

- Sunset?

-

- Super-Sunset, did you know sometimes the most important stars make an eclipse?

-

- i don't care if you tell me this is a lie.

-

- Sunset?

[today]

- Sunset, i know you won't talk to me but thanks for this beautiful sunset today, ok? it really made me fell better.
thanks.

-

9.6.10

desculpas

- desculpa, ju.

- vai ficar tudo bem. juro. uma hora dessas, vc me diz o porquê disso, só?

- porque eu fico pedindo desculpas ou porque geral?

- geral.

- quer agora ou deixar pra depois?

- quando vc quiser.

- (explicação I)

- certo. tem mais?

- (explicação II) caguei tudo e tal. então só posso pedir desculpa agora.

- não, vc pode ainda não sumir. aé, vc taí. então pronto. vai ficar tudo bem e fim.

- é. e se eu deixasse pra depois certamente sumiria.

- é, se pá.

- se pá é melhor assim. mentira, nem é.

- nem sei mais.

- nem eu.