- random tumblr post
29.1.11
1.1.11
21.12.10
vozes.
blá blá blá silêncio. blá.
yay! número um: um som mais fino que uma linha de costura; constante e não perde o tom; macio e aconchegante como veludo; super adocicado e grudento como chiclete; som preto, som de todas as cores; som lindo.
blá blá blá ai ai blá blá blá drama blá blá blá
lol número dois: um som meio fino meio grosso; inconstante e não dá pra traçar uma linha reta sobre o som em ocasião nenhuma; às vezes sobe 10 milhões de tons até doer a cabeça; som suportável, porém enjoativo; de cor esmeralda - e nojento.
blá. blá. blá. blá. hm. blá. blá.
hmmmm..número três: som grave; quando alto parece tremer tudo em volta, quando baixo parece música sepulcral; som macio, mas incômodo; parece tocar a pele com água quente quando ao pé do ouvido; som de cor sempre escura para ser ouvido em lugares escuros; único som que permite ao ouvinte escutar simultaneamente o próprio pulso.
BLÁ BLÁ BLÁ BLÁ DRAMA BLÁ BLÁ BLÁ AD INFINITUM BLÁ ETC - -
ah-há! número infinito: um sonzinho irritante, som que parece ter uma barreira feita de gema de ovo, insuportável e dá vontade de vomitar quando ouvido em tons muito altos. sem características físicas. cor verde-musgo. vomita*
15.12.10
coincidências.
- nível 1
nome: garoa de coincidências.
grau de tolerância: suportável.
frequência: quase todos os dias.
duração: de 1 a 2 dias, no máximo, seguindo um mesmo tema.
características principais: acontecem com coisas rotineiras, como dias em que toda vez em que se olha no relógio, os números estão iguais ou em determinada ordem. ex. 09:09, 11:11, 12:34, 21:12) ou pensar em alguém e esse alguém te ligar ou mandar um email em um curto espaço de tempo (ex. pensar em algum amigo distante e este entrar em contato no dia seguinte etc.
- nível 2:
nome: chuva de coincidências.
grau de tolerância: incômodo.
frequência: sempre que acontece algo muito foda que me surpreenda (aka quase nunca).
duração: cerca de 1 a 2 semanas, sem muita lógica de ordem.
características principais: sincronia de acontecimentos sempre dentro de algum tema/assunto já conhecido, porém não muito casual. geralmente, está relacionado com coisas ruins. ex. ter pesadelos inéditos com algo ou alguém e isso realmente acontecer em cenas de programas de tv, em novas histórias em quadrinhos, em filmes que vejo sem querer (não costumo assistir filmes), ou então quando alguém que tenha me surpreendido de alguma forma, me faça sentir saudade ou ódio por algum tempo e aí chove coincidências sobre essa pessoa e depois de alguns dias acontece algo bem foda, seja com a pessoa em questão, seja com algo relacionado à ela - como ela sofrer algum acidente ou se casar e mudar a vda da noite para o dia.
- nível 3:
nome: tempestade de coincidências.
grau de tolerância: SCARY.
frequência: poucas vezes em toda a vida.
duração: não sei.
características principais: quando algo me incomoda, dou um jeito de pensar em outra coisa, ok. só que em dias dessa tempestade, parece que tudo está relacionado àquele incômodo. exemplo idiota: hoje usei uma meia verde e não gosto de verde, me incomoda. aí hoje TODAS as pessoas do escritório estavam com alguma peça de roupa esverdeada a mostra; hoje estavam pintando a fachada do prédio vizinho de...verde; hoje eu vi um casal de emos com o cabelo super...verde; hoje fui almoçar com uns colegas e me levaram para um restaurante que tinha a decoração toda esverdeada....e por aí vai.
mas isso é tudo história de pescador, ok? eu é que sou uma detalhistazinha que sabe aumentar (e inventar) o drama de uma história e parecer tudo fodão.
13.12.10
centro do universo.
ok, eu posso não ser, mas os Milhos tem um centro gravitacional e um pequeno universo só deles, sem exceção alguma. todos eles possuem uma gravidade algumas vezes maior do que o planeta inteiro. seus sistemas solares são compostos, obviamente, por Galinhas.
quando os Milhos explodem, essa força gravitacional tende a aumentar cerca de blé vezes. as Galinhas, por sua vez, costumam desaparecer nessa explosão pois os Milhos transformam-se em fortes Pipocas e as Galinhas já não os toleram mais.
as Pipocas atraem os Antigos Apreciadores. os Antigos Apreciadores são um povo antigo, que vivem em uma galáxia distante, são muito admirados por alguns outros povos, porém é um povo raro e muito mal estudado pelos cientistas.
os Antigos, atraídos gravitacionalmente (?) pelas Pipocas, são tolerantes, podendo passar longos períodos sem outras necessidades a não ser as pipocais.
quando as Pipocas atingem o seu auge, todo seu campo gravitacional fortalece mais do que originalmente, porém ficam intangíveis apesar de visíveis a olho nu. devido ao seu fortalecimento, algumas Galinhas reaparecem automaticamente ao seu campo original, entrando em conflito com os Antigos Apreciadores.
como os Antigos e as Pipocas sempre evitaram as guerras com povos inferiores, eles, assim como as Pipocas, voltam ao seu estado original.
sendo assim, Pipocas voltam a ser Milhos, as Galinhas vão reaparecendo aos poucos e os Antigos vão pra lá.
complexo da folha branca e outras teorias.
- eu ainda não entendi isso que vc disse sobre Complexo da Folha sei-lá-o-quê.
- Complexo-da-Folha-Branca. cara, já expliquei duas vezes, como não entendeu? dessa vez, essa a teoria não é tão escrota assim...dá pra entender e faz mais sentido do que as outras, vai...
- eu disse que não entendi, então não entendi.
- ou não quer entender. quer que eu explique de novo?
- não vai me fazer diferença.
- mas pra mim faz. então, presta a porra da atenção dessa vez: sabe quando vc quer fazer brotar uma ideia do nada assim e não tem ideia nenhuma, mas consegue se auto forçar a ter alguma ideia idiota qualquer e vai lá e escreve, desenha ou esquematiza em uma folha de papel qualquer? então, vc provavelmente não sabe, mas tem gente que faz isso desde que nasceu com a maior facilidade do mundo. se vc for desse tipo aí que eu falei e, por exemplo, tá em casa, tranquilão sem fazer nada, pega uma folha ou abre o bloco de notas e pensa "vou escrever qualquer coisa" ou "vou desenhar qualquer coisa" a pessoa vai lá e faz. e se não tiver ideia nenhuma, a pessoa consegue escrever ou desenhar mesmo assim - e esse é o ponto que eu quero chegar. quem não tem o Complexo da Folha Branca, consegue fazer qualquer coisa em um papel branco, a partir do zero, mesmo que não tenha ideia nenhuma. a pessoa se força a fazer, esse é o foda da teoria, entendeu agora?
- se alguém consegue se forçar a ter uma ideia, não é a mesma coisa de que se ter uma ideia igual a qualquer outra? pra que inventar isso de "forçar uma ideia"?
- não, não é a mesma coisa. pensa: quem fala "putz! tive uma ideia!" é porque aconteceu algo pontual pra que aquela pessoa tivesse a ideia naquele exato momento. sempre tem algo que nos faz ter alguma ideia, pode ser um lugar, um estilo de música, um ambiente calmo ou agitado, ou até mesmo uma pessoa específica, isso é uma variável. conheci gente que precisava estar em um estado emocional super específico para poder criar alguma coisa. conheço outra gente que fica esperando a ideia vir do nada e nem presta atenção o que o faz ter o tal insight. enfim, todo mundo precisa de uma determinada coisa pra ter ideias. quem é assim, geralmente, tem a bosta do Complexo da Folha Branca, porque se não estiver ou tiver a tal coisa que lhe dá ideias, a pessoa empaca no branco e não tem ideia merda nenhuma. o ponto que quero que vc entenda, é que tem pessoas que sabem se auto forçar a ter ideias mesmo sem ter a tal determinada coisa pontual que todo mundo precisa. é como se criassem uma "determinada coisa virtual" na própria cabeça e usasse dessa virtualidade (?) para ter as ideias.
- hm. legal.
- legalponto.
- é.
- o que vc precisa pra ter ideias quando quer desenhar seus retratos?
- preciso ouvir música clássica e estar em um lugar calmo.
- e se não estiver nessas condições?
- é difícil desenhar.
- vc consegue?
- nunca tentei, mas acho que não.
- vamos testar agora, então, desenha meu retrato aqui no meu braço com a essa caneta, do jeito que vc quiser.
- agora? hahahhaha claro que não...não dá pra fazer um retrato no seu braço.
- é o meu braço ou é esse bar que te atrapalha?
- e essa caneta nem deve pegar na pele direto.
- ou talvez seja a música...desenhar com essa música de viado é sempre complicado...
- eu gosto dessa música.
- eu sei que gosta. vai, me desenha.
- agora não rola. não vou te desenhar...aqui...e no seu braço! quer parar com isso? odeio quando vc faz isso.
- odeia nada.
- pede mais uma cerveja.
- viu, vc tem o Complexo da Folha Branca.
- mas nem era folha. é o seu braço.
- ...dá na mesma.
- grandesmerda.
- é. grande merda mesmo. na real, eu inventei essa teoria agora mesmo.
- não sei como vc consegue pensar nessas coisas...não fazem muito sentido pra mim.
- eu sei como consigo. é porque não tenho o Complexo.
- ahhh, claro. tudo isso pra isso. vc quer é se mostrar, sr. eu-sou-criativo-ao-som-da-lady-gaga.
- sou mesmo.
- metido.
- sou mesmo.
- aff.
- posso fazer um retrato seu agora, se quiser.
- não, obrigado.
- ok. tenho uma teoria sobre o motivo de vc não querer um retrato seu nesse instante.
- quer parar?
- tá, desculpa.
- pede outra cerveja, aí.
-
- cara, o que vc tá fazendo???
- peraê.
- quer parar com isso? não me faça passar vergonha aqui, cacete.
- pronto, já acabei...calma.
- vc não estava fazendo o meu retrato na sua mão, né!?
- larga mão de ser egoísta. estava escrevendo uma teoria pra não esquecer.
- pra que???
- aliás, essa caneta pega na pele sim.
- por que???
- por que o que? por que eu estava escrevendo ou por que a caneta pega na pele?
- saco...
- eu acabei de fazer uma outra teoria. é sobre o porquê eu tenho teorias toda hora e achei sensacional e já que vc me mandou parar, escrevi na minha mão pra não esquecer. e a caneta pega na pele porque é caneta piloto. essas canetas são divinas, pegam em qualquer lugar.
- meu, se vc se acha o fodão por saber "forçar" a ter ideias na hora que bem entende, então porque não se força a parar de ficar inventando histórias e vem curtir o bar comigo?
- se eu te responder isso, aí vou partir pra teoria que escrevi na minha mão.
- jesus cristo...tá enchendo muito o saco isso.
- hahahah te coloquei em uma encurralada.
- ok, fala. não estarei te ouvindo.
- yay! estará sim. então, em resumo teorias distraem. tipo, é assim: quando a gente não gosta de algum lugar ou de alguém ou qualquer coisa do tipo, mas temos que continuar com a situação, geralmente ficamos entendiados ou chateados, certo? e quando ficamos assim, automaticamente, tentamos nos distrair, não é? tem gente que quando tá de saco cheio, começa a cantarolar sozinho, tem gente que fica estalando os dedos sem parar. tem gente que quando não gosta da presença de alguém, fica respirando fundo, como se estivesse engolindo o desgosto a força. tem gente que quando tá chateado anda olhando só pros próprios pés com fones nos ouvidos e assim fica absorto do mundo. tem gente que quando tá entendiado em um bar cheio de amigos em volta, só coloca o queixo sobre a mão e fica bebendo e fumando esperando o tempo e o tédio passar porque sabe que é temporário. tem outras gentes que quando tá entendiado, fica reclamando da vida, assim, e fica impaciente com tudo e todos, já viu? é um saco...e tem gente que - -
- ok, isso eu já entendi, pula pra próxima parte.
- hm. interessante.
- que foi?
- nada. enfim, então, eu descobri o que eu faço quando estou entendiado ou chateado com algo. e era essa a teoria que estava escrevendo aqui na minha mão.
- e o que vc faz?
- engraçado, pensei que vc estava entendiado com o assunto.
- eu estou, mas agora vc me deixou curioso. fala!
- não. vc está curioso só agora, mas antes vc estava entendiado.
- ai, nada a ver...
- tudo a ver. se vc não estivesse tão entendiado teria prestado atenção desde o início e ia saber que eu fico tendo ideias malucas e faço dez milhões de teorias absurdas a cada segundo toda vez que estou entendiado ou chateado. teorizo pra distrair e o tempo passar.
- vc não disse isso.
- disse mais ou menos. era pra ficar subentendido, mas talvez tenha sido malsucedido. hahaha!
- vc tá viajando.
- mas vc entendeu a teoria aí? preciso de um nome pra ela...
- só entendi que vc tá entediado.
- mas entendeu o motivo?
- não.
- tenho uma teoria sobre isso.
-
7.12.10
lembra?
sabe quando precisa lembrar um monte de coisas normais? normais, cotidianas, essenciais, até? datas de aniversários, consultas médicas, reuniões, deadlines, endereços, telefones, contas, vencimentos, recados pra chefe...uff...decorar sites, blogs, caminhos e atalhos, lugares, marcas, preços...
tem de lembrar de tudo isso e mais um pouco que eu não tô afim de lembrar. e tem de lembrar todo dia, mas é normal a gente esquecer, esquecer tudo - ou quase tudo. é costume já e completamente comum alguém dizer: "putz, esqueci". ok, normal. acontece.
agora, já aconteceu de acabar lembrando exatamente aquilo que não precisa? aquilo que ninguém vai precisar lembrar um dia no futuro ou é mesmo irrelevante? é estranho, fora do normal, fora da rotina, é desnecessário?
é desnecessário até vc começar a lembrar de coisas que até então passavam despercebidas pra vc e, ainda assim, não ter uma certeza de que tais memórias vão continuar. são detalhes, coisas inúteis pra maioria das pessoas, mas que vc, aos poucos vai encontrando alguma utilidade - ou não. lembrar a cor e fonte do texto que fulano de tal usou há exatos 2 anos e meio atrás, a música que o outro fulano estava cantarolando exatamente no segundo dia que vcs se encontrarm, decorar os cheiros da maioria dos lugares que vc já esteve, lembrar de situações - interessantes ou não - que aconteceram há meses, anos atrás e até então estavam esquecidas, lembrar de todos os sapatos scarpin que a chefe usa, memorizar palavras chave que de uma conversa que durou horas e sei lá o que mais...me diz, pra que é que eu tenho decorado o uniforme de todos os garçons e garçonetes de todos os restaurantes e bares que eu tenho ido? e pra que é que serve memorizar o estilo de todas as cadeiras que eu tenho sentado nos últimos tempos?
então, eu não lembrava de coisas desnecessárias assim. muito menos as necessárias. nunca fiz questão mesmo.
agora lembro de quase tudo que é desnecessário e com a maior facilidade, sem querer e agora não consigo mais esquecer. é foda tentar encostar a cabeça pra descansar ou querer escutar um pouco de música e começar a lembrar que o restaurante que almocei ontem tem um coraçãozinho no encosto das cadeiras de madeira com verniz e que no lugar que almocei hoje as cadeiras eram totalmente quadradas como nunca vi antes, com pernas de ferro.
devia é ter lembrado da conta que venceu ontem.
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